Panorama da ópera no Brasil

Claudio Figueiredo e Nubia Melhem Santos

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Por meio da nova edição, a partir de agora, quem não conhece ópera ou conhece pouco poderá se aprofundar nesse gênero cênico-musical. Com 288 páginas fartamente ilustradas e prefácio é do historiador Paulo Knauss, o volume relata como ocorreu a difusão da modalidade artística no País, desde seus primórdios na era colonial até o século XXI.

Ao traçar o panorama, mostrando como a Nação absorveu e transformou uma forma de arte eminentemente europeia, o livro descreve que tipo de público assistia às óperas; quem as interpretava; como eram os teatros onde havia as apresentações; e quais a função e o papel simbólico dessas casas de espetáculo nas cidades brasileiras. O leitor vai descobrir o que significava ir ao teatro para assistir a uma ópera no Brasil do século XVIII e do século XIX e o que mudou nos hábitos e nas expectativas das plateias ao longo dos séculos.

A obra também traz diversas curiosidades, não se atendo somente aos personagens do mundo do teatro e da música – como Antônio José da Silva (o Judeu), o padre José Maurício, a cantora negra Joaquina Lapinha e os compositores Carlos Gomes e Villa-Lobos. Também apresenta nomes como os do inconfidente Cláudio Manuel da Costa, do pintor Debret, do poeta Gonçalves Dias, além de Pedro II e Machado de Assis.

Com cerca de cem ilustrações – entre fotografias, pinturas e gravuras –, a publicação aborda desde as primeiras encenações públicas nas ruas das cidades até os anos 2000. Há desde imagens de personalidades relacionadas à opera e monumentos históricos até projetos de cenários e cortinas (panos de boca) – a exemplo do Real Theatro de São João (atual Teatro João Caetano, no Centro do Rio de Janeiro), pintado pelo artista francês Jean-Baptiste Debret.

Os autores escolheram, mais do que o aspecto musicológico, abordar a interação da ópera com outros aspectos da vida brasileira, como arquitetura, urbanismo, costumes, crítica, teatro, jornalismo e política. Desse modo, a edição aponta para aspectos menos conhecidos da história, tais como a presença marcante dos afrodescendentes brasileiros no mundo musical do Brasil Colônia; a atração de personagens como D. João VI, Pedro I e a princesa Leopoldina pelo universo da ópera; e as disputas apaixonadas entre torcidas em torno de cantoras líricas rivais nos teatros do Brasil do século XIX — um conflito em que divergências musicais se confundiam com rixas políticas.

Panorama da ópera no Brasil descortina, ainda, os corais de canto lírico em vilarejos da Amazônia no século XVIII; o ambiente da ópera e da música de Rossini, como palco e pano de fundo da efervescência política às vésperas da Independência; a irreverência do humor brasileiro, que parodiou e “subverteu” as operetas do compositor e violoncelista Jacques Offenbach (considerado precursor do teatro musical moderno) no Rio de Janeiro do século XIX; a estridência das críticas publicadas por romancistas e dramaturgos, como José de Alencar e Martins Pena; as primeiras tentativas de criação de uma ópera nacional e o sucesso de Carlos Gomes na Europa; além do luxo e da pompa dos teatros erguidos na Amazônia da “belle époque”.

Detalhes / Referência

Panorama da ópera no Brasil
Claudio Figueiredo e Nubia Melhem Santos

Ficha Técnica

Tipo de ProdutoLivro
Selo/Editora
Número de Catálogo/ISBN9786558450078
Procedência
Peso de item
Data gravação2022
Data de Lançamento2022
Livro - Páginas288
Livro - Formato18x26 cm
Livro - AcabamentoLombada Quadrada
Livro - IdiomaPortuguês